Ontem fez 3 anos da morte de uma das pessoas mais especiais do cinema para mim: John Hughes. Me tornei fã do seu trabalho após exatos um mês de seu falecimento, quando assisti Curtindo a Vida Adoidado - por indicação de diversos sites e pessoas maravilhosas - pela primeira vez.
Ninguém se lembrou do John. Ele não foi o assunto mais falado no Twitter. O Clube dos Cinco não foi ao ar na televisão - e nenhum outro de sua filmografia. De repente, todos aqueles que outrora disseram que "John Hughes é o cara" não estavam lá para um "descanse em paz". Hughes não era o rei de nada, mas o fato de que ele não era realeza é o que justamente o faz especial.
Infelizmente, as pessoas só dão valor à modismos. John Hughes só serve pra você pagar de cult com os amiguinhos e é isso aí. Ninguém vai entender a complexidade e o incrível significado das últimas linhas do Clube dos Cinco, mas um dia, estou certo que vão citá-las, porque é a parte mais fácil de se memorizar.
John desapareceu do meio cinematográfico nos anos 90, após desilusões com as pessoas desse meio e a morte de seu melhor amigo, John Candy. Passou a se dedicar mais à sua família, e virou até um exemplo de morte: John teve um ataque cardiaco no meio das ruas de NY e morreu escrevendo em seu caderninho de anotações. John adorava escrever. :)
Um fim digno (triste, mas digno), para uma das pessoas mais especiais que não tive a honra de conhecer. Muito obrigado John, por todos os momentos em que você me fez feliz quando estava triste, ou quando me fez entender a lógica da sociedade com o Clube dos Cinco. À você, devo a minha adolescência, meu amor pelos anos oitenta, e meu ticket de salvação para fora deste mundo cheio de capitalismo e seco de amor.
Muito obrigado, e descanse em paz.









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